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  • Letícia Yasmin; Ramon Martins

Como a Engenharia de Produção está presente no filme: O Jogo da Imitação


Hoje trazemos para vocês a análise do filme O Jogo da Imitação, sob um olhar voltado para a Engenharia de Produção. E aí, preparados? Então, vamos lá!

O Jogo da Imitação é um filme que retrata a história de Alan Turing, o precursor dos computadores e da inteligência artificial. A narrativa se desenrola durante a segunda guerra mundial, na qual os alemães utilizavam um sistema criptografado, denominado de Enigma, que mudava suas configurações a cada 24 horas, para transmitir mensagens a seus homens nos campos de batalha. A partir desse contexto, Alan Turing e sua equipe de decodificadores precisaram correr contra o tempo para pôr em prática suas habilidades no ramo da Pesquisa Operacional e encontrar a solução ótima para resolver o problema do Enigma.

O filme aborda a relação do trabalho em equipe, que vai se moldando com o desenrolar da obra. Essa questão está diretamente associada com uma mudança no perfil de liderança por parte do protagonista. Do começo até a segunda metade das cenas, Alan Turing se deixava levar por sua personalidade marcada por lembranças negativas de sua infância. Diante disso, passava uma imagem arrogante, introvertida e antipática para os que estavam ao seu redor, ao ponto de não olhar nos olhos de seus membros de equipe. E é com todas essas características que ele realizava uma liderança centralizadora, baseada na dedicação do trabalho individual, mas sempre pensando de forma visionária, abordando a situação de uma forma sistêmica e analisando a raiz do problema.

Um exemplo disso é retratado logo no início do trabalho da equipe de decodificadores, na qual Turing estava empenhado em construir uma máquina capaz de decifrar quaisquer que sejam as mensagens vindas do Enigma, de forma automática, enquanto que o restante do pessoal ocupava seus esforços em decifrar mensagem por mensagem, tentando englobar milhões de milhões de possibilidades para conseguir tal feito. Neste mesmo contexto, percebe-se a visão sistêmica de Turing, onde fora contratado para decifrar as mensagens criptografadas uma a uma, mas percebeu logo que o real problema estava no tempo disponível, e que humanos não conseguiriam descriptografar as mensagens a tempo, o que o fez focar na construção de uma máquina que tivesse esta habilidade.

A partir da segunda metade do filme, Turing começa a mudar seu comportamento. Com o convívio, ele consegue se enturmar melhor com o grupo e passa a ter confiança nas pessoas ali presentes. Foi percebido que sozinho não iria conseguir resolver o problema a tempo de ganharem a guerra. E isso provocou uma mudança em seu perfil de liderança. Começou a ouvir conselhos, treinar sua equipe e agrada-la por meio de recompensas; e foi com essa mudança para um perfil mais democrático e treinador, que a equipe conseguiu decifrar o Enigma.

Mas o trabalho da equipe não se restringiu a decifrar as mensagens alemãs. Houve um planejamento estratégico unido a uma análise estatística, importante para todo Engenheiro de Produção, para definir o que fazer com a informação das mensagens desvendadas. Pois, caso os alemães suspeitassem que a Inglaterra havia desvendado seu segredo, realizariam uma mudança na sua forma de comunicação e aí todo o trabalho teria sido em vão. Então, diante dessa situação, houve o estudo aliado à sua implementação, e foram estes os fatores decisivos para o fim da segunda guerra mundial.


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